Tendencia // Lifestreaming

Já comentei aqui, no blog, algumas vezes sobre o quanto o excesso de ferramentas de mídia social tem um efeito colateral. Uma demanda por serviços que agreguem todo o conteúdo que é produzido por uma pessoa e que fica disperso na rede.
Você já deve ter passado ou então estar passando por isso. São fotos no Flickr, mensagens no Twitter, vídeos no YouTube, não sei quantas mensagens lá no Orkut etc. E quando você acompanha um cara que escreve em vários blogs? É pior ainda. Você tem que assinar vários feeds ou visitar vários para ficar catando onde o cara publicou algo.
Por isso que, hoje em dia, faz tanto sentido falarmos de lifestreaming. É um conceito que se refere à atividade de concentrar todo o fluxo de conteúdo produzido por uma pessoa em um único lugar - posts em blogs, atualizações em redes sociais, publicação de fotos etc.

Facebook: tentativa de concentrar todo o conteúdo feito por uma pessoa
Uma ferramenta que, recentemente, tentou aplicar esse conceito com algum sucesso foi a Facebook por meio do mini-feed, que funciona como uma espécie de linha do tempo de todas as suas atividades online.
O problema é que a Facebook é um ambiente fechado e somente os usuários da rede social podem acompanhar o seu lifestreaming.
Outras ferramentas estão conseguindo fazer isso melhor. Já existem mais de 30 ferramentas de lifestreaming. Entre as mais populares estão o Tumblr, o FriendFeed e a novata SocialThing.
Além disso, o WordPress, uma ferramenta de peso no mercado, vem entrando nessa linha do lifestreaming. Primeiro, lançaram o Prologue, um tema que, no fundo, é um recurso para fazer lifestreaming. Depois, adquiriram o BuddyPress, uma série de plugins que permite transformar o WordPress em uma plataforma de rede social.
A idéia é que, mais para frente, um editor de blog em WP possa seguir o outro e acompanhar todo o conteúdo produzido por cada um. Blogueiros normalmente são pessoas bem produtivas na rede. Produzem conteúdo em vários sites.
Se concretizada dessa forma, será uma pequena, mas significativa mudança de foco - seguir a pessoa que edita o blog e não o blog em si.
No entanto, o mais interessante é que esse conceito de lifestreaming vai ao encontro da idéia de que a web foi feita para conectar pessoas e não computadores. Nasceu para ser uma rede de pessoas e não de máquinas.
No fundo, não seguimos sites nem blogs, seguimos pessoas [amigos, colegas de trabalhos, familiares]. E blog é apenas uma das tantas interfaces que a web proporciona nessa comunicação pessoa/pessoa.

Socialthing: permite criar uma linha do tempo com tudo o que você produz na web
É por isso, que, partindo dessa idéia de que a web é uma rede de pessoas, vai fazer mais sentido assinarmos feeds de pessoas [aka lifestream] do que de blogs.
Fonte: http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/03/14/no-futuro-seguiremos-pessoas-e-nao-blogs/
Enviado em samurai | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 300
Maio 11th, 2008 às 12:58
[…] O video abaixo explica de modo simples e rápido. Pode parecer inútil, mas segue totalmente a tendencia comportamental dos internautas (Lifestreaming), o que não devemos deixar de lado. […]